quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Isabel Sabino propõe que A menina (não) fica em casa

By Cláudia Ferreira · On 12/08/2016

Patente no Museu Militar de Lisboa até dia 30 de Setembro deste ano, a lúcida intervenção de Isabel Sabino enquadra-se no projecto mais vasto denominado Evocação, num convocar da Arte Contemporânea em alusão à Grande Guerra.
Inaugurou no dia 15 de Junho e permanece, portanto, até 30 de Setembro; ocupa as Salas da Grande Guerra e inscreve-se num programa evocativo dos acontecimentos que ocorreram entre os anos de 1914 e 1918, concretamente, entre 9 de Março de 2016, data em que se assinalou o centenário da declaração de guerra da Alemanha a Portugal, e 18 de Novembro de 2018, momento em que se marcará o centenário do armistício.
Tal intervenção “assume como perspectiva um olhar feminino”: lê-se no texto-testemunho assinado por Isabel Sabino em Abril de 2016, e que a acompanha. Na verdade, a pintora interpela-nos acerca da figuração feminina que persiste no museu, essencialmente da ordem do imaginário, e, neste, seguindo aquela que mais se adequa ao espírito guerreiro. Assim, e seguindo as suas palavras, “alegorias da vitória, da fama e da glória ou dos lugares de conquista, guerreiras ou anjos protetores, mas também assombrações do terror, esposas, mães enlutadas e carpideiras, ou ainda deusas, ninfas e Nereides, aparições sensuais de amantes longínquas.”

Não será despiciente, por exemplo, assinalar, logo na primeira sala em que se dispõem quatro vitrinas, duas das quais reservadas às proposições da pintora de que nos ocupamos, um gesso da autoria de Francisco Santos, e do ano de 1913, a representar a República Portuguesa. Se nos lembrarmos de Joan B. Landes, ao traçar o movimento entrelaçado das mulheres e da esfera pública para a época da Revolução Francesa, matriz das repúblicas contemporâneas, facilmente concluímos que foram não apenas construídas “sem” as mulheres, como inclusivamente “contra” elas. Aqui radica a acutilância das palavras de Isabel Sabino e, na verdade, à mulher resta a árdua tarefa de resgatar um corpo subsumido em imaginários sem dúvida inscritos num autêntico inconsciente colectivo. A nós parece-nos existir, neste aspecto, um desequilíbrio evidente entre o feminino e o masculino... (LER TEXTO COMPLETO)

Olhares - Rocha de Sousa

Isabel Sabino, A Menina (não) sai de casa
Jornal de Letras, 17 a 30 de agosto de 2016
Página 20


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Isabel Sabino, Mulheres de Armas, 2016.







Mulheres de Armas, 2016. Acrílico sobre tela, 14 pinturas, 18 cm x 13 cm e 1 40cm  x 50 cm

sábado, 18 de junho de 2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dora Iva Rita TAPETES DE GUERRA – CONTAMINAÇÕES


Dora Iva Rita
TAPETES DE GUERRA – CONTAMINAÇÕES
Museu Militar de Lisboa – Salas da Grande Guerra
14 Maio 2016 / 15 horas

Conferência integrada no projeto «Evocação da Grande Guerra» com o apoio do Museu Militar de Lisboa e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

 Nesta conferência são abordadas duas situações que demonstram a evidência da contaminação do ato criativo pelas vivências quotidianas. O contacto dos povos do Médio Oriente com os navegantes portugueses que acostaram aos portos do nordeste da Pérsia, desde o século XV até princípio de XVIII, refletiu-se naturalmente na sua cultura e iconografia, influenciando os motivos dos tapetes aí tecidos, referenciados internacionalmente como Tapetes Portugueses.

Também hoje, nessa mesma zona do mundo, as vivências do quotidiano se encontram refletidas na tecelagem tradicional através dos recentemente designados Tapetes de Guerra, reafirmando uma permeabilidade semelhante da iconografia criada, quando os artesãos que os produzem são expostos a fortes e incomuns vivências. Este fenómeno alcança maior visibilidade quando penetra na linguagem pictórica dos tapetes tradicionais, produtos representativos da cultura milenar da região, que adquirem outras narrativas, mais realistas, dramáticas e coevas.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Memorial aos Mortos da Grande Guerra

O Arquivo Histórico Militar desenvolveu e lançou recentemente o seu portal «Memorial aos Mortos na Grande Guerra».
O AHM, instituição de recolha e salvaguarda de grande parte da informação relacionada com os teatros de operações militares portugueses, e que detem muitos dos arquivos relativos à Primeira Guerra Mundial, continua assim o seu labor de disponibilização online de informação relacionada com os espaços, o contexto e os homens na grande conflagração, permitindo ao público obter informação diversa, centralizada numa única plataforma de utilização intuitiva, e que inclui ainda um motor de pesquisa por combatente, que nos apresenta os nomes daqueles que faleceram naquele conflito (LER MAIS)

quarta-feira, 9 de março de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Apoios

Exército Português
Museu Militar de Lisboa
Comissão Coordenadora da Evocações do Centenário da I Guerra Mundial
Direcção de História e Cultura Militar
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Galerias Abertas das Belas-Artes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Arnaldo Garcez

Capa do livro com fotografia de Arnaldo Garcez, fotografo enviado para fazer a reportagem da frente de guerra


LA COUTURE : TOUT SUR LE VILLAGE À TRAVERS LA GRANDE GUERRE GRÂCE AU LIVRE « LOISNE ET LAWE »

Un nouveau livre va venir rejoindre les bibliothèques des amateurs d’histoire locale, notamment sur l’angle de la Grande Guerre dans le secteur : il s’intitule Loisne et Lawe, et se penche sur l’histoire du village de la Couture…

À l’origine de ce projet ? La toute jeune association baptisée L3C (La Couture Champs de Cultures), présidée par Anne Serniclay, qui s’est donné deux objectifs : écrire un livre sur l’histoire de La Couture et renforcer les liens avec le Portugal. En effet, lors de la commémoration de la Bataille de la Lys, une délégation portugaise est présente chaque année et des liens existent avec la commune de Murça. C’est donc dans le cadre de l’appel à projets culturels « Ligne de front » que l’association a reçu une subvention d’Artois Comm., ce qui a permis la réalisation de ce livre.
L’auteur, François Carpentier, est un ami d’enfance d’Anne Serniclay. C’est un habitué du salon du livre annuel, au cours duquel il présente d’habitude ses romans et poèmes. « Je ne suis pas un historien, j’écris des histoires, ce qui m’intéresse, c’est ce qu’ont vécu les gens, j’ai donc vécu trois mois dans le village » expliquait-il lors de la présentation de l’ouvrage, en présence du maire Raymond Gaquère, à la bibliothèque.

Une Maison de la mémoire portugaise
Déjà à son actif, un livre sur l’histoire d’Haubourdin à travers sa famille. Pour ce livre, l’homme s’est donc lancé dans les recherches : interviews des familles, recherches aux archives départementales… Les écrits d’auteurs locaux, tels qu’Auguste Pinart et Michel Corbeille, lui ont également été d’une aide précieuse, de même que Manuel Do Nascimento, auteur de nombreux ouvrages sur l’histoire du Portugal, etc. Dans le livre, illustré avec des croquis de soldats réalisés avec les élèves de CM2 de la commune, en collaboration avec le dessinateur Philippe Hooghe, on trouve, avec force détails et photos d’époque, tous les épisodes de La Bataille de la Lys, qu’il rebaptise Bataille de La Couture car soixante-douze heures durant, c’est sur ce territoire que les Portugais se sont battus avec acharnement.
Lors de la présentation de l’ouvrage, Caroline Vergoten, de l’Office de Tourisme, a également présenté les premières plaques « QR codes », posées sur le monument portugais et sur le mur de l’église. « Nous avons d’autres QR codes en projet pour le cimetière portugais de Richebourg et pour Cuinchy, village qui a été reconstruit à un autre emplacement ».

Un voyage au Portugal est prévu par l’association en 2015 et l’ouverture prochaine d’une Maison de la mémoire portugaise.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

No centenário da Cruzada das Mulheres Portuguesas


No centenário da Cruzada das Mulheres Portuguesas
MOSTRA | 28 jan. - 30 abr. '16 | Sala de Referência | Entrada livre

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) assinala o centenário da criação da Cruzada das Mulheres Portuguesas (CMP), associação criada em 1916 com o objetivo de prestar assistência aos necessitados devido à Grande Guerra (LER)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sousa Lopes, pintor da Grande Guerra

Museu Militar de Lisboa, salas da Grande Guerra. Foto por Carlos Silveira

Desde 1915 as principais potências beligerantes na Grande Guerra organizaram missões artísticas, que anualmente traziam centenas de artistas internacionais aos campos de batalha, e cujos resultados os cidadãos tinham oportunidade de apreciar nas exposições realizadas. Na ausência de um programa semelhante, Portugal salvou-se pela iniciativa patriótica de um artista, Adriano de Sousa Lopes (1879-1944), que se voluntariou em 1917 para embarcar para França como capitão equiparado e ser o único responsável (e executante) do Serviço Artístico do CEP.
Foi para ele, formado em pintura histórica nas escolas de Belas Artes de Lisboa e da capital francesa (onde residia desde 1903), uma oportunidade única de registar a história contemporânea... (Ler artigo completo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Adriano Sousa Lopes, repórter de guerra e pintor


Adriano Sousa Lopes, Paisagem na Frente de Guerra, 1917. Museu Militar de Lisboa


Adriano Sousa Lopes, Bombardeamento em La Couture 1918. Museu Militar de Lisboa

João Castro Silva


João Castro Silva, Ossos, 2016
[Inauguração: 9 de Março de 2016]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

EVOCAÇÃO DA I GUERRA MUNDIAL - Arte Contemporânea no Museu Militar de Lisboa

O Museu Militar de Lisboa em colaboração com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai realizar um conjunto de exposições de artistas portugueses contemporâneos nas Salas da Grande Guerra com caráter evocativo dos acontecimentos ocorridos entre 1914 e 1918 em todo o mundo. Estas exposições, individuais e por períodos temporários, decorrerão entre 9 de março de 2016, quando do centenário da declaração de guerra da Alemanha a Portugal, e 11 de novembro de 2018, quando do centenário do armistício. 
Ir-se-á salientar o facto de aquelas salas e todo o Museu Militar serem detentores importantes patrimónios. Por um lado um património artístico de autores que alicerçaram a sua formação na Academia de Belas-Artes, como por exemplo Columbano Bordalo Pinheiro, Teixeira Lopes, José Malhoa, Francisco Franco, Veloso Salgado ou Luciano Freire entre muitos outros, e por outro lado um inestimável e precioso património histórico e cultural que todos reconhecemos.
A oportunidade desta iniciativa, que irá decorrer durante quase três anos, contando com a participação de cerca de vinte artistas, procurará demonstrar, através de produções artísticas diferenciadas e concebidas especificamente para as Salas da Grande Guerra, que a arte atualiza os sentidos das coisas e promove sintonias, diálogos e debates, quer sejam sobre ela própria ou quer sejam sobre outras causas.
Os convites à participação neste projeto de intervenção, instalação, exposição ou mostragem de obras evocativas das guerras de ontem ou de hoje, pretendendo motivar a conceção de intervenções artísticas contemporâneas em diálogo franco com o espaço museológico, dominado em grande parte pelas obras de Adriano Sousa Lopes, dirigido a artistas ligados direta ou indiretamente à Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, quer como professores quer como alunos, foram feitos com base em dois pressupostos: o primeiro privilegiou o conhecimento individualizado da obra artística de cada um dos participantes e o segundo a perceção de que reside nesse artista e nessa obra um conhecimento capaz de tratar a «evocação» como conceito que hoje, no início do terceiro milénio, pode ser memória concreta reconstituída noutros formatos. Num espaço e numa época onde a história, a guerra e a arte são assuntos sensíveis, os pensamentos, interrogações ou confrontos podem adquirir muitas formas.
São
os antigos e os novos modos de estar e fazer guerra e arte,
as coisas, os seres, as formas e as narrativas,
os valores territoriais e os valores culturais,
os desenhos de linhas, de limites, de fronteiras, de muros e barreiras na geografia mundial,
os desenvolvimentos tecnológicos, as mutações e as arquiteturas dos conflitos,
a cor dos camuflados contemporâneos.
A programação contará com uma participação de cerca de vinte artistas. A primeira intervenção decorrerá entre 9 de março e 30 de abril de 2016, com uma intervenção do escultor João Castro Silva, professor de escultura da FBAUL, a qual nos remeterá para os incómodos e desconfortos que a imprevisibilidade de guerras acarreta.
A última intervenção acontecerá em 11 de novembro de 2018 com uma exposição coletiva de todos os que participaram neste projeto.

Ilídio Salteiro, 2015